terça-feira, 27 de abril de 2010

Metáfora

Separar um dia da semana pra faxina.

Chegar do trabalho com o "psicológico preparado", entrar em casa e já mexer nos produtos de limpeza. Separar os baldes, panos, rodos e vassouras necessários para o feito. Ter as ferramentas.

Começaria pelo quarto, lugar privado. Acesso restrito. Iniciaria por um pertence: minha bolsa. Papel a papel, ir me livrando do desnecessário, aqueles lixos cotidianos que você, sem saber porquê, guarda e continua carregando meses a dentro.

Guarda-roupa. Olhar o que é seu. O que escolheu para usar em si. O que ganhou. O que não usa mais porque esqueceu que tem. O que gostaria de usar mas não tem coragem. O que poderia ser ofertado. O que necessita ser jogado fora.

Sala. Lugar de transitação, de receber pessoas, de relacionar-se. Definitivamente, levantar os tapetes e tirar as sujeiras de baixo. Estas se acumulam, mesmo que a consciência delas exista. Quase sempre é “mais fácil” pisá-las ao invés de limpar. Mudar os móveis vez por outra é uma boa pedida. Tirar o branco gelo/bege gasto e colocar mais cores nas paredes também.

Cozinha. Utensílios do dia-a-dia com função de alimentar. Limpar, guardar e conservar. Lugar do trivial e da possibilidade de criar. Lugar de troca: servir e ser servido. É bom estar em ordem.

Banheiro. Por esse tenho a maior preocupação e zelo. Canto do renovar-se. Há algo de espiritual aqui.

Queria mesmo era, de uma vez por todas, conseguir faxinar não só a morada.

Um comentário:

  1. Perfeito! Com uma ressalva... a gente sequer consegue faxinar DE UMA VEZ POR TODAS a morada... afinal a gente adia, repensa e reluta... mas sempre é preciso refafer, repetir (e mesmo assim ir reinventando o ato)... q pretensão teríamos em fazer isso com a vida? DE UMA VEZ POR TODAS? Como uma amiga querida diria... "COMO FAZ?" ;)

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